Combate à violência contra idosos é lançada na região

Representada pelo laço violeta, o mês de junho é dedicado às ações de conscientização e prevenção à violência contra a pessoa idosa. No Paraná, a campanha foi instituída pela Lei nº 20.252/2020 e promove a sensibilização da sociedade por meio de debates, palestras, oficinas e eventos de mobilização.

A campanha foi lançada nesta semana, na Câmara de Arapongas, por meio da Procuradoria Especial do Idoso, representada pelo Vereador Levi Xavier. A campanha foi aberta com palestras nas áreas jurídica e da saúde, ministradas pelo coordenador municipal de fisioterapia de Arapongas, Matheus Sanches, e pelo advogado José Vitor Al Majida de Almeida Junior.

Representando a Secretaria Estadual de Saúde (SESA-PR), o evento contou com a palestra do Coordenador da Atenção Primária em Saúde, da 16ª RS, Moacir Paludetto Junior.

Com o tema “Cuidar da Saúde do Idoso é responsabilidade de toda a sociedade”, Paludetto abordou questões que impactam na Saúde do Idoso, entre elas os determinantes sociais de saúde que demonstram a desigualdade entre grupos de pessoas idosas, que definem entre 70 a 80% as barreiras e as oportunidades para o envelhecimento saudável.

Durante o evento, ressaltou-se que a violência contra a pessoa idosa muitas vezes se manifesta de formas sutis e cotidianas, como o desrespeito à autonomia financeira e o isolamento social.
Ao citar os preconceitos e discriminações com base na idade, o termo “etarismo” foi abordado como uma força que modula a sociedade ao retirar injustamente espaços e direitos de fala baseados no critério da idade. O maior desafio é o etarismo internalizado, que ocorre quando o próprio idoso passa a acreditar que não tem mais utilidade. Nesse sentido a sociedade falha em garantir a dignidade na velhice.
A urgência desse debate é corroborada por dados demográficos alarmantes: a população com 60 anos ou mais no Paraná cresceu 55,42% entre 2012 e 2025, alcançando 1,98 milhão de pessoas. Estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social demonstra que em 2026 o número de idosos é de mais de 2,1 milhões de pessoas.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 78% destes idosos dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados oficiais demonstram que as doenças mais prevalentes nos idosos dos municípios da 16ª região de saúde são a hipertensão e a diabetes.
O Diretor da 16ª Regional de Saúde Paulo Vital, destaca que “o Governo do Estado tem adotado medidas que sejam capazes de dar suporte aos profissionais que atuam no SUS. Entre elas está a priorização da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, o curso introdutório Linha de Cuidado à Saúde da Pessoa Idosa no Paraná e o Sistema de Informação da Pessoa Idosa do Paraná (SIPI-PR).

Esta estratificação que permite saber se idoso encontra-se frágil (dependente para desempenhar atividades do dia a dia e possui grande risco de hospitalização), em risco de fragilização (começam a apresentar dificuldades para executar atividades de vida diária e podem apresentar perda muscular) e se o idoso é robusto (possuem alta capacidade funcional e autonomia.

A formação integra as ações do Projeto Envelhecer com Saúde no Paraná, estratégia que visa qualificar a atenção à saúde da população idosa, por meio do fortalecimento das práticas de cuidado integral, da ampliação da avaliação multidimensional e da melhoria contínua das políticas públicas.

 

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