Um homem de 33 anos, condenado a 29 anos de prisão por homicídio, foi recapturado na noite desta quinta-feira (26) em Apucarana, no norte do Paraná. A prisão ocorreu no Núcleo Habitacional Osmar Guaraci Freire, após uma ação conjunta da Polícia Militar (PM) e da Agência Local de Inteligência do 10º Batalhão.
Segundo a PM, o foragido estava escondido em uma residência na Rua Doutor Egídio Genaro Tucci. As equipes realizaram cerco ao imóvel após receberem informações sobre o paradeiro do suspeito. No local, os policiais fizeram contato com a convivente dele, que foi chamada para avisá-lo da presença da equipe.
Ao perceber a movimentação, o homem fugiu pelos fundos da casa, subiu no telhado de um imóvel vizinho e tentou escapar passando pelas coberturas das residências ao lado. Equipes da Rocam e do setor de inteligência mantiveram o cerco e conseguiram localizá-lo e efetuar a prisão.
De acordo com a corporação, havia três mandados de prisão em aberto contra o suspeito, incluindo ordem de recaptura, já que ele estava foragido do sistema prisional. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Apucarana com uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal (STF), diante do risco de nova tentativa de fuga.
Tentativas anteriores de fuga
Ainda conforme a PM, o condenado já havia escapado de abordagens policiais em outras duas ocasiões, nas cidades de Ângulo e Arapongas.
Em Ângulo, ele teria provocado um acidente e abandonado o veículo antes da chegada da polícia. No carro estavam a esposa, grávida, e crianças. Posteriormente, foi localizado em Arapongas, mas novamente conseguiu fugir.
Crime de grande repercussão
O homem foi condenado por um homicídio ocorrido em 2020, em um caso que teve grande repercussão na região. Segundo as informações repassadas pela PM, ele dirigia sob efeito de álcool quando se envolveu em um acidente que resultou na morte de um pai e da filha dele, de um ano.
A mãe da criança ficou gravemente ferida e outro filho do casal sofreu fratura na perna.
Após a condenação, o réu fugiu da Cadeia Pública de Apucarana e passou a ser considerado foragido.
Em nota, o cabo Pacheco afirmou que a prisão representa uma resposta à sociedade. “A prisão não repara a perda, mas representa o cumprimento da justiça”, declarou.