Filha de María Corina recebe Nobel da Paz; líder chega a Oslo horas depois

Maria Corina Machado, laureada com a paz em 2025, em Oslo. Foto: Niklas Elmehed - divulvação

A cerimônia do Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi marcada por emoção e suspense nesta quinta-feira (11). A líder venezuelana María Corina Machado, laureada por sua luta em defesa da democracia, não conseguiu chegar a tempo para a entrega oficial do prêmio devido a atrasos logísticos em sua arriscada fuga da Venezuela.

A representação da filha

Diante da ausência da mãe, o prêmio foi recebido por sua filha, Ana Corina Sosa. Em um momento simbólico, Ana Corina subiu ao palco em Oslo para aceitar a medalha e o diploma em nome de María Corina, enquanto uma cadeira vazia permanecia no palco representando a laureada.

Ana Corina leu o discurso preparado pela mãe, emocionando a plateia com palavras de resistência:

“Este prêmio pertence a todos os venezuelanos que, como nós, sonham com a liberdade. Minha mãe prometeu estar aqui e ela cumpre suas promessas, mesmo que as circunstâncias tentem impedi-la.”

Chegada tardia (“Melhor tarde do que nunca”)

Horas após o encerramento da cerimônia oficial, María Corina Machado finalmente desembarcou em Oslo. Sua viagem, mantida em segredo absoluto, envolveu uma rota complexa e perigosa para burlar a vigilância do regime de Nicolás Maduro, enfrentando inclusive mau tempo que atrasou sua travessia. A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que recebeu ajuda dos Estados Unidos para fugir da Venezuela.

Embora tenha perdido o protocolo oficial da entrega, sua chegada foi celebrada por apoiadores e pela comunidade internacional como um ato de desafio e coragem. O Comitê do Nobel organizou uma recepção especial para que ela pudesse, enfim, segurar o prêmio que lhe foi conferido.

Repercussão

A imagem da filha recebendo o prêmio e a subsequente chegada da mãe reforçaram a narrativa de drama e persistência que envolve a oposição venezuelana. A “cadeira vazia” durante a cerimônia serviu como uma denúncia visual poderosa das restrições de liberdade impostas pelo governo da Venezuela.

O cenário do retorno: O que pode acontecer?

Especialistas em geopolítica desenham cenários para o momento em que ela tentar cruzar a fronteira de volta:

A Prisão Imediata (O Cenário Navalny): Assim como Alexei Navalny voltou à Rússia sabendo que seria preso, María Corina pode ser detida ao desembarcar. Isso a transformaria na presa política mais famosa do mundo, isolando totalmente Maduro.

O Bloqueio (O cenário Guaidó):

O regime pode simplesmente impedir sua entrada, bloqueando o espaço aéreo ou fechando fronteiras terrestres, deixando-a num “limbo” no exílio forçado. Em um episódio seguinte de levante Popular, se ela conseguir entrar, sua chegada pode desencadear manifestações massivas que o exército venezuelano (já fraturado) teria dificuldade em conter sem um banho de sangue.

Planalto e Itamaraty em silêncio

O governo brasileiro através de seu corpo diplomático, não se manifestou oficialmente a respeito da entrega do prêmio a líder sul americana e opositora de Nicolas Maduro. O ditador venezuelano é aliado ideológico do presidente Lula. A última informação sobre Corina no site oficial do Planalto é de 16 de outubro, quando a publicação questiona a homenagem a líder apoiada por Donald Trump.

 

Com agências

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