Um idoso de 67 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (4) em Campina do Simão, cidade da região central do Paraná com cerca de quatro mil habitantes, suspeito de armazenar mais de 20 mil fotos de exploração sexual infantil, incluindo imagens de nudez de crianças.
Segundo a Polícia Civil, o homem, identificado pelas iniciais D.P.O., já era investigado por crimes relacionados à pedofilia. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela 3ª Vara Criminal de Guarapuava.
Durante a ação, realizada por volta das 6h, os policiais apreenderam três aparelhos celulares do investigado, contendo milhares de arquivos de mídia com crianças, incluindo fotos com foco nas partes íntimas das vítimas. Diante do material encontrado, D.P.O. recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 14ª Subdivisão Policial (SDP), onde permanece à disposição da Justiça.

A perícia técnica agora vai analisar os dispositivos para identificar possíveis vítimas, a origem das imagens e verificar se houve compartilhamento em redes digitais.
Como agem os criminosos
Especialistas alertam que criminosos que cometem crimes sexuais contra crianças frequentemente atuam por meio de meios digitais, explorando o anonimato da internet. Entre os comportamentos recorrentes estão:
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Armazenamento de grandes volumes de arquivos em celulares, computadores e serviços de nuvem;
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Participação em grupos fechados para troca de material ilegal;
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Uso de identidades falsas para se aproximar de crianças em redes sociais e jogos online;
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Técnicas de manipulação psicológica, conhecidas como grooming, para ganhar a confiança das vítimas.
A Polícia Civil reforça que o ambiente digital oferece acesso precoce das crianças a conteúdos e pessoas mal-intencionadas, ampliando o risco de crimes e dificultando a repressão.
Crimes previstos na lei brasileira
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define como crime:
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Produzir, fotografar, filmar ou dirigir cena de sexo explícito envolvendo crianças;
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Oferecer, trocar, transmitir ou divulgar imagens desse tipo;
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Adquirir ou armazenar arquivos com conteúdo sexual infantil.
As penas variam de 1 a 15 anos de reclusão, dependendo da gravidade do crime, podendo ser agravadas em casos de abuso sexual direto.
Alerta para famílias
A Polícia Civil reforça que a prevenção começa dentro de casa. Pais e responsáveis devem:
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Acompanhar o uso de celulares, tablets e computadores;
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Estabelecer regras sobre redes sociais e jogos online;
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Orientar crianças a não compartilhar fotos íntimas ou informações pessoais;
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Ativar controles parentais e revisar configurações de privacidade;
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Observar mudanças de comportamento, isolamento ou medo;
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Denunciar suspeitas pelos canais oficiais: 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque-Denúncia).
Em situações de risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
A exploração sexual infantil se transferiu para o ambiente digital, exigindo fiscalização constante e conscientização familiar para proteger crianças e adolescentes.
Da Redação 98 FM News / Com informações do G1/ Paraná Central