Governador eleito escolheu economista Pricilla Santana para comandar a Fazenda e pretende reduzir o número de secretarias estaduais. Transição com a gestão Ratinho Junior está em fase de organização
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), anunciou nesta terça-feira (20) o primeiro nome de sua equipe de governo. A economista Pricilla Maria Santana, atual secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul, foi escolhida para assumir a mesma pasta no Paraná a partir de janeiro de 2027. A indicação marca o início da formação oficial do secretariado da futura administração estadual.
Pricilla comanda a Fazenda gaúcha desde janeiro de 2023 e possui experiência no governo federal, onde atuou no Tesouro Nacional e no Ministério da Fazenda. A economista participou de discussões relacionadas à reforma tributária e atualmente também integra a direção do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Segundo Moro, a escolha levou em consideração sua experiência na gestão das contas públicas e na condução de políticas de responsabilidade fiscal.
O governador eleito revelou ainda que a indicação de Pricilla contou com recomendações do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e da economista Daniella Marques, que integrou a equipe econômica do governo Jair Bolsonaro.
Além da definição do primeiro nome do secretariado, Moro reafirmou que pretende promover uma reforma administrativa para reduzir o tamanho da estrutura do Executivo. Atualmente, o Paraná conta com 24 secretarias estaduais. O governador eleito ainda não informou quantas pastas serão mantidas nem quais poderão ser extintas ou incorporadas a outras estruturas.
Transição de governo
O processo de transição entre as administrações de Ratinho Junior (PSD) e Sergio Moro começou a ganhar forma na última quinta-feira (15), durante uma reunião no Palácio Iguaçu, em Curitiba. O encontro contou também com a participação do vice-governador Darci Piana.
Na ocasião, Ratinho Junior colocou a estrutura administrativa do Estado à disposição do governador eleito e manifestou disposição para colaborar com a transferência de informações e responsabilidades. Também ofereceu um espaço no bairro Bigorrilho, na capital, para abrigar os trabalhos da equipe de transição.
A formalização do processo depende da publicação de um decreto estadual que estabelecerá as regras de funcionamento das equipes e os procedimentos para o compartilhamento de informações administrativas, financeiras e orçamentárias.
Entre os nomes cotados para participar da transição está Lucas Góes, atual chefe de gabinete de Moro e servidor federal de carreira. Até esta terça-feira, porém, a composição definitiva da equipe ainda não havia sido anunciada.
Durante esse período, os representantes do futuro governo deverão ter acesso a dados sobre contratos em andamento, situação fiscal, projetos de infraestrutura, programas sociais e compromissos assumidos pela atual administração. Essas informações serão fundamentais para a elaboração das primeiras medidas da gestão que começa em janeiro.
Continuidade de programas e novos anúncios
Embora tenha defendido mudanças na organização administrativa, Moro sinalizou que pretende preservar programas considerados importantes para a economia paranaense, entre eles o Verão Maior Paraná, iniciativa da gestão Ratinho Junior voltada ao turismo, esporte e entretenimento no litoral.
Eleito no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, com 50,10% dos votos válidos, Sergio Moro terá pouco mais de dois meses para concluir a montagem de sua equipe e definir as prioridades do futuro governo. A expectativa agora é pela publicação do decreto que regulamentará a transição, pela confirmação dos responsáveis por conduzir os trabalhos e pelo anúncio dos próximos integrantes do secretariado estadual.