Três pessoas são retiradas de cruzeiro contaminado por hantavírus

Embarcação tem dois casos confirmados de infectados pelo hantavírus e cinco suspeitos. Cruzeiro deve seguir agora para as Ilhas Canárias (Divulgação/Oceanwide)

Três passageiros com suspeita de hantavírus foram retirados por motivos médicos do cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa. Um membro da tripulação, assim como um colega holandês e outro passageiro, foram evacuados no porto de Praia, em Cabo Verde, nessa terça-feira (5/5).

Com a retiradas dos passageiros, o navio, que tem 150 pessoas a bordo, segue a viagem de três dias até as Ilhas Canárias.

A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, por meio de uma publicação no Facebook.

“Três pacientes com suspeita de hantavírus acabaram de ser evacuados do navio e estão a caminho da Holanda para receberem atendimento médico, em coordenação com a OMS, a operadora do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, Reino Unido, Espanha e Holanda”, informou.

Tedros também afirmou que a OMS segue trabalhando com operadores da embarcação para monitorar a saúde dos passageiros e da tripulação. Ele também destacou que “nesta fase, o risco geral para a saúde pública permanece baixo”.

Três passageiros morreram

Três passageiros morreram a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. A principal suspeita é de que os óbitos tenham sido causados por um surto de hantavírus. A informação foi divulgada nesse domingo (3/5) pela OMS e por autoridades de saúde da África do Sul.

Entre as vítimas estão um casal de idosos, de 70 e 69 anos, da Holanda. De acordo com o governo sul-africano, o homem passou mal durante a viagem e morreu na ilha de Santa Helena. Já a esposa faleceu em um hospital na cidade de Kempton Park, na África do Sul.

O que é hantavírus

  • O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres, por meio do contato com urina, fezes ou saliva contaminadas. Embora rara, a infecção pode ser grave.
  • O vírus pode causar síndrome respiratória ou comprometer os rins. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar ou alterações renais.
  • Não há tratamento específico, mas o diagnóstico precoce e o atendimento médico aumentam as chances de recuperação.
  • A OMS informou que acompanha o caso e auxilia na investigação, que inclui testes laboratoriais e análise da possível origem do vírus.

Com informações do Metrópoles

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